Quem disse que eu não sei fazer pastel?



Hej Brasucas,

O velho ditado diz que “A oportunidade faz o ladrão” eu acho que deveria ser “A vontade faz a ação”… 

Talvez você não tenha entendido nadinha… Vou contar: 

Um tempo atrás um amigo do face comentou que tinha ido a Feira do Cambui (uma famosa feira livre que acontece aos sábados num bairro “badalado” de Campinas) comer pastel, ele comentou em seu post que se lembrou de um dia em que nos encontramos na barraca de pastel (acho que isso aconteceu antes da gente se mudar). Até aí não tem nada de interessante, não fossem a agitação das “matildes” depois de ler o post… 

Adivinhem qual foi o assunto predominante aqui em casa por alguns dias? PASTEL… 

As alucinações com a iguaria Brasuca não tinham fim, de carme, queijo, pizza e até de vento… Nem o “saudável” e “higiênico” vinagrete ficou fora dos comentários… 

Depois de alguns dias com o assunto pairando pela casa, resolvi fazer uma pesquisa na internet para ver como fazia a tal massa de pastel… Confesso que o medo assombrou minha alma, pois nunca na minha vida tinha pensado em fazer a tal massa de pastel… Já que quando a vontade batia, era só ir a alguma feira que lá estava o douradinho me esperando.

Passado o medo, vamos a lista de ingredientes: 

1 colher (sopa) de cachaça (de preferência  51)

1 colher (sopa) de óleo

1 colher (café) de sal

1/2 xícara de água morna

1 pitada de açúcar

+/- 2 xícaras de farinha de trigo

A receita não era tão difícil como eu imaginava, embora a blogueira já no primeiro parágrafo avisava que não valeria a pena fazer em casa e que comprar a massa seria mais fácil.. Oras fácil para ela que deve ter uma feira ao lado de casa toda semana.

Após uma “reunião de equipe” resolvemos que esperar até Julho/15 não seria a melhor opção, pois até lá as “matildes” já teriam procriado, o que nos causariam um problema maior.

Logo de cara tínhamos que encarar nosso primeiro desafio: onde iríamos encontrar a tal cachaça por aqui? Foi então que me lembrei que dias antes uma amiga daqui fez um post falando da bebida, pois ela tinha encontrado na loja de bebidas uma 51. Sem demora fomos a tal loja e depois de vasculhar pelos corredores lá estava a “nossa caninha”. Confesso que me senti uma doida pensando se compraria ou não a tal bebida, achei o preço um absurdo, como assim R$ 80 um litro e eu só iria precisar de uma colher de sopa. Depois de refletir e me lembrar que, um dia em minha existência ouvi que a pinga que deixava a massa crocante, compramos.

Nosso próximo desafio era encontrar o tal cilindro, já que não sou boa de abrir massa com o rolo. Feito isso…

Depois de nos equipar para o “evento”, ah! até uma Wok tive que comprar para fritar a iguaria, pois aqui em casa não tinha nenhuma panela que pudesse ser usada para esse fim.

Tudo comprado, marcamos o dia e mãos na massa.

Descobrimos que a Julia é a melhor da casa para amassar a massa, pois sua mão é mais quentinha que dos outros e a massa logo toma forma… A fritura também ficou por conta dela. 





Fizemos uma verdadeira linha de produção… Resolvemos que para primeira vez faríamos só de queijo. 

Alias esse ingrediente foi outro problema enfrentado pela equipe. Aqui na Suecia (pelo menos nós ainda não encontramos) não tem mussarela igual a do BR, compramos uma mais branquinha e também usamos o queijo emental para substituir a mussarela.

Acreditem se quiser, o pastel ficou muiiiitoooo bom. Nunca imaginei que seria capaz de fazer a massa de pastel em casa. Já fizemos duas vezes. Vejam as fotos e comprovem o “Pastel dos Bedicks da Suecia”. 



Já escolhemos nosso próximo desafio gourmet! Será fazer coxinha… Mas esse eu conto quando chegar a hora, ainda esta em projeto…

Hej då!!!

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