Contando a verdade sobre os Ovos de Páscoa

Hej Brasucas,

Desde o ano passado quero fazer esse post, mas como tem época certa para fazer (ano passado perdi o “timing”), então tive que esperar mais um ano.

Quando eu era criança (acho que ainda sou…kkk) eu sempre me preparava para as datas importantes, Natal e Páscoa… Datas que envolviam a minha imaginação, e olha que de imaginação eu sou boa, kkkk… Preparava no Natal a cartinha do Papai Noel e na Páscoa a cesta para que o Coelho colocasse os ovos.

Ah!! Que alegria ver meu ovo n•33 da Lacta… era o melhor que existia no mercado e eu esperava ansiosamente por ele… Embora ele viesse recheado de bombons que eu não gostava… Kkkk, tenho que cofessar o que me encantava mesmo era a fitaque amarrava o ovo…. Não sei o por que, mas sempre gostei de fitas.

Bom, memórias a parte, estou contando tudo isso, porque no meio da minha fantasia uma coisa nunca ficou clara para mim, você deve estar pensando que é o foto do coelhinho não existir? Claro que não!!! E sim o fato de porque coelhos trazerem ovos de chocolates??? Isso sim sempre foi um mistério para mim, que foi desvendado assim que chegou minha primeira Páscoa na Suecia.

Vocês não vão acreditar, na Suecia descobri a verdade sobre esse mistério que me assombrou por quase toda a minha vida… Aqui os ovos são de galinha mesmo (o que não me apetece muito, pois não gosto de ovos) e quem traz os ovos???? As galinhas, claro!!!! Existe uma infinidade de itens de decoração para preparar a casa para a Páscoa. Tirei algumas fotos para vocês verem…

Os suecos, embora não sejam um povo cristão praticante, são um povo praticante de costumes. Aqui quase todos fazem o jejum da quaresma e levam muito a serio todo esse compromisso com a data!!! Embora muitos deles nem se quer sabem quem foi Jesus e porque Ele morreu e ressucitou.

O fato é que aqui as criancinhas não são enganadas. As galinhas e os coelhos trabalham juntos, são um time para adoçar a Páscoa por aqui.

Curiosidades por aqui é que não faltam quando o assunto é Páscoa. É possível encontrar vários kits para decorar os ovos (de galinha). Agora para mim o melhor foi encontrar ovos de papelão vazios, para que cada um coloque o recheio com os bombons de sua preferencia, assim não acontece o que acontecia comigo, não gostar dos bombons!!!

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Hej då!

🐔🐰 Glad Påsk! 🐰🐔

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No topo do mundo – parte I

Continuando a serie “Explorando a Região”, em Fevereiro/15 – (11 a 13/02/15) fomos para Kiruna, a última cidade ao norte da Suecia! 

Não pense que meus filhos faltam da escola para viajar, não mesmo! Essa é uma semana que não tem aula, é chamada de Sportlov ou feriado do esporte, seria a última oportunidade de praticar os esportes de inverno antes que o inverno acabe.





Não estamos chamando essa viagem de uma “simples viagem” e sim de “uma experiência”… Pois tudo que passamos lá foi novidade para nós…

Kiruna é um dos lugares em que se pode ver a Aurora Boreal ou Luzes do Norte, como se chama por aqui… Nós vimos, mas NÃO como se vê na TV ou no cartão postal, vimos bem fraca e sua cor estava entre cinza e verde claro, mas infelizmente não consegui fotografar 😞 meus conhecimentos fotográficos e meu equipamento 📷 não me permitiram tal registro. 

A cidade não é muito grande e sua principal atividade econômica gira em torno do turismo e da maior mina subterranea de ferro do mundo – LKAB. Se quiser saber mais dê uma olhada no Google que vale a pena…

Existe um programa de visitas, onde descemos (de ônibus) a 540 metros de profundidade até chegarmos ao museu. É incrivel, pois quando a gente começa a descer não dá para imaginar que estamos indo tão longe. Essa é só a metade da mina, as escavações já ultrapassam os mil metros de profundidade. 

 

Uma de suas atrações é o IceHotel ou Hotel de Gelo. Todos os anos tem uma nova edição, que começa a ser construída em Novembro e sua temporada vai até meados de Abril, quando ele começa a derreter. Esse ano ele esta completando 25 anos… Vários artistas estão envolvidos no projeto e assinam os quartos que decoraram (tudo de gelo). A temperatura interna é mantida em -5•C, isso mesmo -5•C ❄️ e é uma experiência das mais malucas dormir lá… Mas não deve ser perdida por nada!!!!  Nem pelo medo do frio e nem pela gripe (ah! Esqueci de contar, eu, o Guga e a Juju estávamos com aquela gripe).

  

Então lá fomos nós Brasucas, em nossa primeira aventura no circulo Polar Ártico, dormir no Hotel de Gelo.

  

O Hotel tem duas partes, a aquecida que até lembra algum hotel de Monte Verde, mas o diferencial é a parte gelada… Com aproximadamente 54 quartos divididos em algumas categorias (claro que tem a ver com preços e com os projetos dos artistas que eu citei acima…), escolhemos um que se chamava Snow (Neve) bem parecido com um iglu, com uma cama para 4 pessoas feita todinha de gelo e forrada com peles de renas, isso mesmo aqueles animais que puxam o treno do Papai Noel!

Tudo é bem organizado, as 17:30h recebemos um treinamento de como tudo funciona e de como devemos nos preparar para dormir… 

Lá pelas 22 horas (horário indicado para irmos para a cama) recebemos um saco de dormir que consegue nos manter aquecidos até a temperatura de -25•… 

  

Todos prontos… Hora de dormir😴❄️😴❄️😴

Dormir num hotel de gelo é realmente uma experiência incrível… E acreditem se quiser, nós melhoramos da gripe!!!

Aí você deve estar se perguntando, mas parece que eles estavam no cenário do filme Frozen? E eu respondo, um hotel como esse em Quebec no Canada, foi usado com inspiração para o castelo da Elsa… Além de muitas imagens da “nossa vizinha” Noruega… 

Sim, me senti convidada da Elsa para dormir em seu castelo…

❄️Let it go, ❄️let it go, ❄️let it go…

Quem disse que eu não sei fazer pastel?



Hej Brasucas,

O velho ditado diz que “A oportunidade faz o ladrão” eu acho que deveria ser “A vontade faz a ação”… 

Talvez você não tenha entendido nadinha… Vou contar: 

Um tempo atrás um amigo do face comentou que tinha ido a Feira do Cambui (uma famosa feira livre que acontece aos sábados num bairro “badalado” de Campinas) comer pastel, ele comentou em seu post que se lembrou de um dia em que nos encontramos na barraca de pastel (acho que isso aconteceu antes da gente se mudar). Até aí não tem nada de interessante, não fossem a agitação das “matildes” depois de ler o post… 

Adivinhem qual foi o assunto predominante aqui em casa por alguns dias? PASTEL… 

As alucinações com a iguaria Brasuca não tinham fim, de carme, queijo, pizza e até de vento… Nem o “saudável” e “higiênico” vinagrete ficou fora dos comentários… 

Depois de alguns dias com o assunto pairando pela casa, resolvi fazer uma pesquisa na internet para ver como fazia a tal massa de pastel… Confesso que o medo assombrou minha alma, pois nunca na minha vida tinha pensado em fazer a tal massa de pastel… Já que quando a vontade batia, era só ir a alguma feira que lá estava o douradinho me esperando.

Passado o medo, vamos a lista de ingredientes: 

1 colher (sopa) de cachaça (de preferência  51)

1 colher (sopa) de óleo

1 colher (café) de sal

1/2 xícara de água morna

1 pitada de açúcar

+/- 2 xícaras de farinha de trigo

A receita não era tão difícil como eu imaginava, embora a blogueira já no primeiro parágrafo avisava que não valeria a pena fazer em casa e que comprar a massa seria mais fácil.. Oras fácil para ela que deve ter uma feira ao lado de casa toda semana.

Após uma “reunião de equipe” resolvemos que esperar até Julho/15 não seria a melhor opção, pois até lá as “matildes” já teriam procriado, o que nos causariam um problema maior.

Logo de cara tínhamos que encarar nosso primeiro desafio: onde iríamos encontrar a tal cachaça por aqui? Foi então que me lembrei que dias antes uma amiga daqui fez um post falando da bebida, pois ela tinha encontrado na loja de bebidas uma 51. Sem demora fomos a tal loja e depois de vasculhar pelos corredores lá estava a “nossa caninha”. Confesso que me senti uma doida pensando se compraria ou não a tal bebida, achei o preço um absurdo, como assim R$ 80 um litro e eu só iria precisar de uma colher de sopa. Depois de refletir e me lembrar que, um dia em minha existência ouvi que a pinga que deixava a massa crocante, compramos.

Nosso próximo desafio era encontrar o tal cilindro, já que não sou boa de abrir massa com o rolo. Feito isso…

Depois de nos equipar para o “evento”, ah! até uma Wok tive que comprar para fritar a iguaria, pois aqui em casa não tinha nenhuma panela que pudesse ser usada para esse fim.

Tudo comprado, marcamos o dia e mãos na massa.

Descobrimos que a Julia é a melhor da casa para amassar a massa, pois sua mão é mais quentinha que dos outros e a massa logo toma forma… A fritura também ficou por conta dela. 





Fizemos uma verdadeira linha de produção… Resolvemos que para primeira vez faríamos só de queijo. 

Alias esse ingrediente foi outro problema enfrentado pela equipe. Aqui na Suecia (pelo menos nós ainda não encontramos) não tem mussarela igual a do BR, compramos uma mais branquinha e também usamos o queijo emental para substituir a mussarela.

Acreditem se quiser, o pastel ficou muiiiitoooo bom. Nunca imaginei que seria capaz de fazer a massa de pastel em casa. Já fizemos duas vezes. Vejam as fotos e comprovem o “Pastel dos Bedicks da Suecia”. 



Já escolhemos nosso próximo desafio gourmet! Será fazer coxinha… Mas esse eu conto quando chegar a hora, ainda esta em projeto…

Hej då!!!

30ª Bokmässan – Göteborg Book Fair – 2014

Hej Brasucas,
Ontem (26/09/14) fui na 30• Feira do Livro de Gothemburgo, é considerada a maior feira literária da Escandinávia (a Bienal daqui).

Feira de livros 1

Infelizmente, não sou nenhuma leitora nata, mas como o BR foi o pais homenageado, fui dar uma olhada para saber o que o nosso país estava trazendo de bom.

O local onde aconteceu a feira faz parte do complexo de um hotel famoso aqui da cidade.
Quando desci do tram me deparei com a bandeira brasileira hasteada junto com as bandeiras dos pais Escandinavos, o vento estava contrario a sua posição, o que fazia a nossa bandeira tentar se manter aberta (como estamos a beira mar, os ventos por aqui são intensos e veem de varias direções ao mesmo tempo). Parecia que a bandeira brasuca vinha toda feliz, com suas cores vibrantes tentando fazer “amizade” com as bandeiras mais sóbrias da região, a da Suecia é a única que parecia se aproximar da nossa, talvez pelas cores mais alegres.

Nossa Bandeira na entrada da feira

Nossa Bandeira na entrada da feira

Achei o ingresso meio carinho 240 coroas suecas (+/- R$ 80,00), até porque como disse não sou uma leitora e estava lá como curiosa que sou.

Ao entrar no pavilhão, que diga-se de passagem era maior do que eu imaginava, me deparei com o primeiro stand e o maior da exposição, claro o nosso!

O maior stand da feira

O maior stand da feira


Fui logo ver que tipo de literatura o BR exportava e para o meu espanto e com um titico de “déjà vu” encontro nossa literatura clássica, como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz, Guimaraes Rosa, Clarice Lispector e Chico Buarque,todos em sueco, porque do “déjà vu” quem nunca leu algum desses ou todos para o vestibular?

Feira de livros 3

Feira de livros 4


Paulo Coelho também estava por lá, mas este eu já imaginava encontrar, pois tem suas obras em mais de 60 idiomas.
O que eu achei mais interessante foi ver a equipe de brasucas, responsáveis pelo stand, na sua maioria moradores da Suecia, falando portugues, um som tão familiar aos meus ouvidos, que não precisei fazer esforço algum para entender, por isso recebe o nome de “língua materna”, soa fácil aos meus ouvidos o que por aqui é raro!

As fotos não ficaram tão boas como imaginei, mas da para ver “nossas obras” em outro idioma.

Hej då!

— at Svenska Mässan

Marstand – uma ilha dos “ricos e famosos”

Hej Brasucas,

Como estou atualizando nosso primeiro ano aqui na Suecia, gostaria de contar nossa primeira experiência da série: “Explorando a região” .

Nossa primeira “exploração” foi pouco menos de um mês (Julho/13) depois da nossa chegada aqui, fomos até Marstand,  uma ilha que fica +/-  50km de Gotemburgo, é considerada um dos m2 mais caros da Suecia.

Uma ilha muito charmosa com casas e barcos de filmes. Muitas casas são apenas usadas nas férias de verão.

Para chegar na ilha é necessário deixar o carro estacionado no continente e pegar uma pequena balsa, a travessia leva no máximo 5 minutos. Como foi nosso primeiro passeio por aqui, estava meio perdida e com frio…rsrs, tadinha de mim, mal sabia que um ano depois estaria achando aquela temperatura super agradável.

Além de casas bonitas, belas paisagens, algumas lojas (bem carinhas), a parte de alimentação não deixa a desejar. Muitos restaurantes, cafés e até quiosques de sorvetes e cachorro quente, alias nunca vi povo para gostar tanto de cachorro quente como os suecos.

Escolhemos um restaurante para almoçar, estava muito bom. Agora aprendi aquele dia e venho aperfeiçoando até hoje a paciência em restaurantes, aqui os serviços são bem lentos e uma dica é: não entre num restaurante com fome, porque você vai sair com raiva e com dor de cabeça. Ainda não descobri o por que, mas na maioria dos restaurantes que já fui demora

No topo da ilha fica o Carlsten Fort, um forte que nos séculos passados era usado para proteger a ilha de ataques inimigos. O fato interessante é que ele começou a ser construído em 1600 e só foi  concluído 200 anos anos mais tarde… Uma pena que o tour guiado era só em sueco, acabamos comprando a entrada e ficamos andando lá dentro um tempão, tinha algumas plaquinhas informativas para ajudar a entender e uma brochura com informações históricas, mas nada como um bom guia para fazer a visita ficar mais emocionante, quando aprender sueco volto lá só para fazer o tal tour guiado.

Apesar de não saber muito sobre o forte, o que eu posso dizer é que além dele imponente e muito charmoso, a vista da parte da parte mais alta é fantástica, de lá é possível ver todo o arquipélago.

Espero que gostem das fotos…

 

 

Marina da ilha

Marina da ilha

 

Casa de verão!!

Casa de verão!!

 

Carlsten Fort

Carlsten Fort

 

Vista do alto do forte

Vista do alto do forte

 

 

Porque aqui a forca não era só um jogo.

Porque aqui a forca não era só um jogo

 

O guarda e euzinha... rs

O guarda e euzinha… rs


 

Quanto estresses até chegar na Suecia

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Hej Brasucas,
Foi assim com essa carinha que nós (eu, o Guga, a Julia e o Luke) deixamos o BR em 18 de junho de 2013. O meu marido mudou quase dois meses antes.
Posso dizer que não é nada fácil receber uma proposta para trabalhar fora do país. Esse momento consegue ser um misto de alegrias, dúvidas e até trsiteza.
Eu e meu marido já tínhamos tido essa experiência quando solteiros. Eu fiquei alguns meses na casa de amigos nos EUA e o meu marido já tinha morado nos EUA e na Inglaterra.
Como sempre desejamos essa oportunidade, nos preparamos para ela se um dia acontecesse.
* Dica 1: foi preparar as crianças, que dependendo da idade são as que mais sofrem com a mudança. Para isso, eles começaram a estudar inglês bem cedo, pois pelo menos saberiam se comunicar e já que nossa ideia era que estudassem numa escola internacional onde o idioma falado teria que ser o ingles.
* Dica 2: estar preparado para a mudança a qualquer momento, então nada poderia nos fazer desistir do nosso sonho. Esse eu acho que é uma passo muito difícil e que sempre foi tema das nossas conversas. Assim mesmo que só como uma hipóteses já tínhamos algumas respostas para o futuro.
* Dica 3: não contar para ninguém a real possibilidade da mudança. Isso gera um estresses muito grande nos filhos e principalmente na familia. Só contamos quando tivemos a certeza de que já existia a data da mudança. Mesmo assim foi um estresses, imaginem se contássemos 4 meses antes, quando ficamos sabendo da possibilidade.

Não sou apta a escrever textos grandes então vou parar por aqui!! Qualquer dia continuo esse assunto com mais dicas e curiosidades sobre a preparação para a mudança.
Bjsss,